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Fluxo de caixa

Amado Francisco da Silva

Resumo

Pretende-se com este trabalho abordar os aspectos fundamentais desta “nova” demonstração financeira, fluxo de caixa, destinada a atender aos interesses dos mais diversos usuários das informações contábeis.

Muitos estudos são realizados, em maior número, pelos acadêmicos e também pelos usuários, quanto à finalidade e às formas de apresentação dessa demonstração, para analisar e visualizar melhor qual sua real utilidade e inovação ao substituir a Demonstração de Origens e Aplicações de Recursos (Doar).

A demonstração do fluxo de caixa teve sua origem no Financial Accounting Standard Board (Fasb) 95, em novembro de 1987, colocada em vigor a partir de julho de 1988, que buscou atender às necessidades americanas, quanto aos anseios dos investidores, em geral, e das empresas que buscavam captar recursos nesse mercado.

A demonstração do fluxo de caixa permite avaliar as alternativas de investimentos e as razões que provocam as mudanças da situação financeira da empresa, as formas de aplicação do lucro gerado pelas operações e até mesmo os motivos das eventuais variações do capital de giro.

Neste trabalho, serão abordados os aspectos positivos e negativos dessa demonstração, bem como as diferenças entre Fasb e International Accounting Commitee/ Board – Iasc/Iasb, apontando o modelo que melhor evidencia as necessidades das empresas nacionais.

Abstract

The objective of this study is to address the fundamental aspects of the “new” financial statement, cash flow, aimed at meeting the interests of a variety of users of accounting information.

There have been many studies on this topic, mostly of them by scholars and users as well, focusing on the purpose and the layout of such statement for a better analysis and visualization of their actual usefulness and innovation in replacing the Fund Flow Statement (Doar).

The Cash Flow Statement was created in November 1987 based on the Financial Accounting Standard Board (Fasb) 95 and became effective as of July 1988, seeking to provide investors and companies that had any interest in raising funds in the U.S. market with useful information for their decision.

By means of the cash flow statement, one can analyze investment alternatives and the reasons that lead to changes in the company’s financial condition, the ways of investing earnings resulting from operations, and even the reasons for any variation in the working capital.

This study addresses the positive and negative aspects of such statement as well as the differences between Fasb and the International Accounting Committee/Board – Iasc/Iasb, indicating the model that best evidences the needs of the domestic companies.

I. Introdução

Muito se tem escrito sobre as formas de apresentação dos resultados das empresas. E, mais ainda, sobre a substituição de algumas delas, porém, o que ocorre é que muitos dos profissionais que julgam por um formato ou outro apenas analisam seu caso, sem se preocupar com o todo ou até mesmo em relação a uma possível legislação sobre o assunto.

Nós, que estamos em um país denominado emergente, vez em quando somos “obrigados” a seguir determinadas formas, que nossos maiores financiadores impõem, influenciando de maneira decisiva em nossos costumes ou até mesmo em nossas vitais necessidades.

É importante ressaltar que todas as demonstrações financeiras, têm suas funções e suas importâncias, cada uma em seu tempo ou para uma determinada análise que se fará indispensável. Dentre essas podemos destacar as que muito são citadas e comentadas para possíveis mudanças e alterações, a saber: as Demonstrações de Origens e Aplicações de Recursos (Doar), o Resultado do Exercício (DRE) e, por fim, a Demonstração de Fluxo de Caixa (DFC), que também é objeto deste estudo, todas elas devem estar ligadas intimamente à contabilidade.

Para reafirmarmos o triste conceito de dependentes, não podemos deixar de dizer que estamos utilizando as experiências de outros países, principalmente aqueles que são os opinion making mundiais, como os Estados Unidos e os países componentes do G-8.

Não é nosso intuito fazer qualquer comparação para determinar qual formato é mais interessante, completo ou superior, mas sim como mais um instrumento de reflexão, que é o objetivo maior deste trabalho.

II. Conceito de fluxo de caixa

São as alterações e ou modificações que influenciam o caixa em qualquer momento.

Segundo Marion (1998, 380),

“... a Demonstração de Fluxo de Caixa (DFC) indica a origem de todo o dinheiro que entrou no Caixa, bem como a aplicação de todo o dinheiro que saiu do Caixa em determinado período, e, ainda o Resultado do Fluxo Financeiro”. [1]

Essa demonstração tem a característica de evidenciar as transações que efetivamente movimentam o caixa. O que poderia ser uma característica controvertida. O registro de movimentações de caixa é muito dinâmico; a demonstração de fluxo de caixa, tal qual as demais demonstrações, é estática, ou seja, reflete um determinado momento ou, mais propriamente dizendo, um determinado saldo disponível e reportado.

Portanto, não devemos analisar o fluxo de caixa dessa forma, estática, verticalmente como são apresentados, uma vez que essa não é a realidade das empresas.

III. Objetivo de fluxo de caixa

As informações sobre os fluxos de caixa de uma empresa são úteis para proporcionar aos usuários das demonstrações financeiras uma base para avaliar a capacidade da empresa em gerar caixa e valores equivalentes ao caixa e às necessidades da empresa para utilizar esses fluxos.

A demonstração de fluxo de caixa propicia aos analistas financeiros uma fonte segura para melhor elaborar seus planejamentos financeiros, como também serve a outros usuários a forma com que a empresa gerou o caixa, ou até mesmo como utilizou os recursos e valores equivalentes ao caixa.

A empresa quando utiliza essa demonstração com as demais, supre de forma completa os usuários e, principalmente, os habilitam à avaliação nas mudanças de ativos líquidos de uma empresa e sua estrutura financeira, que podem ser exemplificadas nas questões de liquidez e solvência. E não obstante a esse fato, ainda temos a melhora significativa no conhecimento dos prazos inerentes aos fluxos de caixa, proporcionando adaptação às circunstâncias e às oportunidades.

Projeção visando a antecipar sobras de caixa (para aplicar) ou falta de caixa (para financiá-la), por exemplo, com bancos, também é mostrar as aplicações de recursos efetuadas pela empresa no período e quais as fontes de financiamento utilizadas. Sob o ponto de vista analítico, evidenciará o grau de eficiência da administração dos recursos da empresa.

Se há aplicações demasiadas em ativos não-operacionais e como a empresa está conseguindo recursos para essas aplicações. Se seus endividamentos são renováveis e se estão crescendo em face de novos investimentos ou em função de valorizações monetárias. Quais as alternativas que a empresa utilizou para solucionar ou agravar o problema financeiro.

Se uma mudança na política de estocagem ou de crédito teve resultados favoráveis ou desfavoráveis, como também se um determinado ganho de margem de lucro foi realmente benéfico, tendo-se em vista o volume investido em giro. Dessa forma, conseguiremos examinar as habilidades da empresa em gerar lucros futuros para liquidar empréstimo por meio do fechamento tranqüilo e contínuo do ciclo de operações da empresa.

À medida que o balanço patrimonial é composto de ativos e passivos, estes representam aplicações, que são uso/origens, fontes/recursos.

IV. Origem do fluxo de caixa

A demonstração de fluxo de caixa foi “normatizada” pelo pronunciamento do Board do Financial Accounting Standards Board (Fasb), pelo boletim n. 95, que instituiu o fluxo de caixa em substituição à Demonstração de Origem e Aplicações de Recursos (Doar), datado de novembro de 1987, sendo colocado em vigor a partir de julho de 1988.

O Brasil passou a utilizar não de forma obrigatória, mas até mesmo com um aconselhamento da Comissão de Valores Mobiliário (CVM), a partir de 1992, com a revisão da Norma Internacional de Contabilidade – NIC 7, que recebia a denominação, até então, de Demonstração das Mutações na Posição Financeira, que fora aprovada em julho de 1977.

V. Definição do fluxo de caixa

Os termos que são utilizados nessa demonstração têm o seguinte significado:

  • Caixa: compreende numerário em mão e depósito bancário disponível;
  • Equivalente à caixa: são investimentos a curto prazo, de alta liquidez, que são prontamente conversíveis em valores conhecidos de caixa e que estão sujeitos a um insignificante risco de mudança de valor;
  • Fluxos de caixa: são entradas e saídas de caixa e equivalentes ao caixa;
  • Atividades operacionais: são as principais atividades geradoras de receita da empresa e outras atividades diferentes das de investimento e financeiras;
  • Atividades de investimento: são as aquisições e venda de ativos de longo prazo e outros investimentos não inclusos nos equivalentes ao caixa;
  • Atividades de financiamento: são atividades que resultam em mudanças no tamanho e na composição do capital e empréstimo a pagar da empresa.

Definir o fluxo de caixa parece ser uma tarefa razoavelmente fácil, contudo a indústria financeira e os profissionais de contabilidade têm desenvolvido numerosos métodos para descrever o procedimento.

Suas definições sobre o que constitui o fluxo de caixa variam amplamente, dependendo da técnica que é utilizada e em qual empresa foi adotado, haverá variações enormes. Antes que o analista financeiro comece a executar sua função, o procedimento de fluxo deverá ser meticulosamente definido em relação à técnica a ser utilizada.

Nenhuma medida exata de fluxo de caixa pode ser efetuada de tal forma que satisfaça toda a necessidade da análise financeira do usuário.

Especialistas em Ciências Contábeis e Finanças têm tentado fazer isso por anos, mas o problema analítico básico é que os elementos do fluxo de caixa estão envolvidos em todos os aspectos da performance operacional da empresa.

O que ocorre também é que por mais experiente que seja um analista financeiro, ele poderá ser confundido por analisar uma demonstração financeira sem conhecer efetivamente o negócio da empresa. Pois as receitas de vendas de uma empresa podem ser aumentadas a uma taxa alta e conduzidas a um crescimento dos níveis de lucros reportados, e esse analista pode ser induzido pelos números a assumir que sejam igualmente convertidos em altos níveis de fluxo de caixa líquido, e isso não é necessariamente o que ocorre.

Pormenorizando ainda mais o texto acima em nosso atual estágio econômico, as receitas crescentes geradas pelo aumento das vendas a crédito significam somente que os direitos em recebimento da empresa estão crescendo ou “inchando” o contas a receber, pois note que esses recebimentos são, na realidade, somente um documento de dívida. E em razão da expansão dos pagamentos feitos em atraso, a conversão desses ativos em líquidos de caixa, será atrasada, e, conseqüentemente, a empresa parecerá saudável financeiramente, mas será tão somente no papel, àquele reportado, mas na realidade poderá ser diferente e levar até à insolvência.

Os fatores mais usuais e que, se não forem analisados com muito rigor, poderão levar a empresa a sérios problemas de desequilíbrio financeiro, são:

  • insuficiência crônica de caixa;
  • captação sistemática de recursos através de empréstimos bancários, principal-mente de curto prazo;
  • sensação de esforços desmedidos;
  • sensação de risco de “quebra” repentina.

E que terá como causas básicas os seguintes indicadores:

  • excesso de investimento em estoques;
  • aumento do prazo médio de recebimento de vendas;
  • diminuição do prazo médio de pagamento de compras;
  • excesso de imobilização;
  • inflação;
  • recessão.

E, por fim, devemos ilustrar todos os fatores citados com as devidas conseqüências. A empresa que não estiver atenta a todas as mudanças socioeconômicas nas quais está inserida terá problemas dos mais diversos quanto à sua complexidade:

  • vulnerabilidade ante as flutuações de mercado;
  • atrasos no pagamento das obrigações;
  • tensões internas;
  • concordata;
  • falência.

O que ocorre com esse movimento é que as empresas começam a buscar os financiamentos para estabilizar o aumento do seu contas a receber com recursos externos, que deveriam ser direcionados a cobrir suas obrigações correntes.

São passivos usuais das empresas:

  • os tributos;
  • os bancos;
  • os fornecedores;
  • os funcionários.

O que poderá acarretar as principais faltas de caixa nas empresas são os fatores que mais preocupam os gestores financeiros. E, dentre eles, podemos exemplificar os seguintes:

  • expansão descontrolada das vendas, acima de sua capacidade de comercialização;
  • insuficiência de capital próprio e utilização do capital de terceiros em proporção excessiva;
  • aumento exagerado do prazo de faturamento;
  • necessidade de compras em grande volume;
  • aumento da inadimplência;
  • aumento da necessidade de capital de giro em proporção maior do que o aumento do capital circulante líquido;
  • aumento exagerado do ciclo financeiro;
  • baixa velocidade da rotação dos estoques;
  • excessiva distribuição de dividendos.

E em resumo a essas causas ou que possam levar a esses perigosos caminhos, teremos o seguinte quadro econômico para identificar:

  • declínio das vendas;
  • retração do mercado;
  • elevação do nível de preços;
  • concorrência;
  • aumento da carga tributária;
  • aumento da inadimplência.

Para que possamos sanar essas conseqüências a ponto de não ter a situação empresarial mais agravada ou que as alternativas não sejam mais cabíveis devido ao prazo/tempo na tomada de decisão tardia, é consenso que existem medidas que poderiam amenizar, sanear parcial ou totalmente para que não chegue a vias da insolvência. São elas:

  • aumento do capital próprio pela subscrição por parte dos sócios atuais;
  • aumento do capital próprio pela subscrição e integralização por parte de novos sócios;
  • redução do ritmo das atividades operacionais;
  • adequação do nível de operações ao nível de recursos disponíveis;
  • contenção dos custos e das despesas operacionais;
  • venda de imobilizados ociosos;
  • planejamento e controles financeiros.

E para que se possa tomar as devidas medidas no intuito de saneamento das dificuldades por parte da empresa em questão, devemos ter a noção exata das dimensões do fluxo de caixa: por exemplo, a curto prazo, deveria corresponder ao controle detalhado de entradas e saídas de caixa geradas durante o período projetado. Enquanto que, a longo prazo, deveríamos analisar e compreender a projeção sintética de todas as entradas geradas pela venda de bens e serviços e das saídas provocadas por custos operacionais e de capital, incluindo projetos de expansão, modernização, localização ou novas instalações fabris.

É uma demonstração, sem dúvida nenhuma, com muita objetividade, e, por isso, no conceito de alguns especialistas, leva vantagem sobre as demonstrações legisladas como a Doar e até porque não dizer a DRE.

Infelizmente, nem mesmo o caixa é tão objetivo quanto parece ser à primeira vista. Há aspectos controversos sobre os quais inexiste consenso que podem levar a demonstrações completamente diferentes, conforme se adote um ou outro ponto de vista.

E como diz o prof. Eliseu Martins:

“O balanço e a demonstração de resultados, se elaborados à luz do custo histórico e na ausência de inflação, são a distribuição lógica e racional ao longo do tempo do fluxo de caixa da empresa” [2]

Com esse pensamento, não podemos simplesmente efetuar alguns poucos ajustes na demonstração, transferindo itens que não são caixa para a coluna de caixa, pois o conceito mais puro dessa demonstração é de relatar somente os itens “caixa”, sem que haja a intenção de mostrar uma outra posição que não a real.

A demonstração de fluxo de caixa mostra as alterações líquidas que ocorrem na empresa, e as atividades do fluxo criam essas mudanças.

VI. Objetivos da demonstração do fluxo de caixa

Avaliar as alternativas de investimento e controlar ao longo do tempo as decisões importantes que são tomadas na empresa, com reflexos monetários. Usando também como instrumento de verificação das situações presentes e futuras do fluxo de caixa na empresa, posicionando-a para que não chegue a situações de não-liquidez, com a precisão de que não haja excessos monetários de caixa, e, se houver serão devidamente aplicados.

As informações constantes dessas demonstrações sempre versarão sobre a capacidade de geração de caixa e de controle dos itens financeiros da empresa. Portanto, ela evidenciará a capacidade financeira de autofinanciamento das operações, deixando sempre para ultima instância a utilização do sistema bancário, evidentemente para captações de curto prazo.

É também informação básica dessa demonstração a evidenciação da capacidade de gerar recursos e expandir o nível de investimento, sempre considerando que as dívidas estarão suficientemente amortizadas, tanto a curto como a longo prazo.

A partir da leitura dessa demonstração, poderemos chegar a algumas ponderações, como, por exemplo:

  • quais as causas das mudanças na situação financeira da empresa?;
  • em que foi empregado o lucro gerado pelas operações?;
  • como foi possível a empresa distribuir dividendos após prejuízo sofrido no exercício?;
  • de que forma a empresa consegue manter seus pagamentos em dia se os resultados vêm sofrendo baixas, ou seja, negativos?;
  • como é financiada a expansão da empresa?;
  • com que recursos a empresa pode amortizar dívidas a longo prazo?;
  • o que é feito com as receitas de venda de imobilizados?;
  • os recursos gerados pela empresa são suficientes?;
  • habilidade da administração?;
  • a política de investimento é adequada?;
  • o nível de tesouraria.

VII. Lucro e o Fluxo de Caixa

Os rendimentos de uma empresa reportados nas suas demonstrações de resultados podem indicar uma condição saudável de toda a posição financeira. Em consonância a esse fato, as análises dos coeficientes também podem indicar uma condição igual, mesmo assim, essa empresa poderá estar perto de uma falência. E um profissional de finanças menos experiente pode até perguntar como ocorre essa situação de total incompatibilidade. A resposta é simples e objetiva somente a leitura do fluxo de caixa poderá identificar realmente o porquê da empresa estar neste aspecto. Vitalidades ou fraquezas financeiras não são identificáveis pela análise de coeficientes de uma demonstração de resultados ou de um balanço patrimonial.

Para analisar uma situação financeira de uma empresa e medir sua solvência, temos de separar os conceitos de receitas e despesas dos conceitos de recebimentos e pagamentos em caixa, pois isso permitirá ir ao âmago dos fluxos.

Apesar de o caixa e o rendimento estarem intimamente ligados, eles não são, em hipótese alguma, a mesma coisa, haja vista que o rendimento tem a ver com o excedente aos custos incorridos, e muitos eventos poderão ocorrer durante a transferência dos rendimentos em caixa. Um desses eventos poderá ser o aumento do papel, do capital em lucros não distribuídos de uma subsidiária à sua matriz.

Sob a óptica do método indireto da demonstração de fluxo de caixa, esse aumento seria adicionado à receita liquida da matriz, como caixa de atividade operacional; quando, na realidade, o fluxo da matriz inclui somente os dividendos pagos em caixa para a matriz pela subsidiária. No mundo econômico, o denominador final e comum a todas as operações é o dinheiro; e a longo prazo, o conceito volta exatamente a uma diferença de riqueza medida em dinheiro. No caso extremo, qual o lucro de uma empresa a longo prazo? É a diferença entre o valor de sua liquidação e os investimentos feitos pelos sócios. Assim, o conceito tradicional de lucro está vinculado, em sua última conseqüência, ao fluxo financeiro de ponta a ponta entre a empresa e seu proprietário.

No caso de inflação, é necessário colocar todos os componentes do fluxo em uma única moeda, corrigindo-se cada investimento feito pelos proprietários e cada lucro distribuído a eles ao longo do tempo. A necessidade de se conhecer continuamente o andamento da vida da entidade exige a elaboração das demonstrações contábeis periódicas. Para isso, o regime de competência produz realocações do fluxo financeiro de forma a ter as confrontações necessárias a uma boa análise da evolução da efetiva rentabilidade e da correta posição financeira de qualquer entidade.

O prof. Martins, ainda em seu artigo, conclui:

“A demonstração de resultado possui receitas que foram ou serão recebidas na forma de dinheiro, e despesas que foram ou serão pagas da mesma forma. Assim o lucro obrigatoriamente transita pelo caixa da empresa (...) (...), por exemplo, a aquisição de mercadorias a prazo produz o registro do ativo antes do seu desembolso e pode acontecer de esses bens serem baixados antes mesmo do seu respectivo pagamento. Assim, há, sempre, uma diferença no tempo entre o momento em que se registra o lucro com a transação e o efetivo aparecimento, no caixa do respectivo montante. Ainda mais que as vendas podem também ter essa diferença temporal. Mas, inexoravelmente, o lucro bruto transita pelo caixa. E a diferença em termos de tempo, normalmente, é pequena”. [3]

Conforme a Norma Internacional de Contabilidade – 7, os fluxos de caixa referentes a juros e dividendos recebidos e pagos devem ser divulgados separadamente. Cada um deles deve ser classificado de uma maneira uniforme de período a período como decorrentes de atividades operacionais, de investimento ou financeiras.

VIII. Análise do capital de giro

Para começar nossa análise de caixa e identificarmos o fluxo de caixa, mais precisamente em uma empresa, devemos visualizar as mudanças do balanço patrimonial, e, mais intimamente, nas contas do ativo e passivo circulante para verificação dos efeitos.

Esse componente da análise do fluxo de caixa mede mudança em cada conta dos circulantes, e poderemos conferir a realização de ativos, entre esses: as contas de bancos, contas a receber e estoques; o aumento de capital próprio pode ser usado para aumentar a conta de estoques. A análise do capital de giro identifica a inclusão de recursos de giro adicionais de empréstimos a curto prazo, de lucros líquidos ou de novos investimentos de capital. As mudanças no capital de giro ocorre pelo movimento das estruturas do balanço patrimonial da empresa.

O ciclo de caixa do negócio influencia em grande parte as contas de giro e caixa em bancos. Todos negociantes começam seu fluxo de caixa pelos ciclos operacionais de um determinado ponto.

Enquanto o fluxo de caixa progride os serviços, os produtos da empresa são vendidos, geralmente, a crédito. E essas vendas aumentam o ativo circulante, mas só será por algum tempo e, com sorte, é que realmente aumentará seu fluxo, efetivamente cobradas então, essas vendas a crédito aumentarão a conta do caixa, que é chamada de contas a receber.

Finalmente, um outro ciclo é iniciado – a cobrança do contas a receber –, às quais retornam documentos de débito em caixa. Enquanto isso, esse ciclo não líquido continua, a empresa requer saldo para pagamento pronto de suas contas. Essa parte do ciclo do fluxo de caixa, são os salários, os impostos, os benefícios e outros. Dessa forma, o que podemos chamar de características da saída são muito mais curtas em relação às entradas. Ao analisar demonstração de fluxo de caixa no capital de giro, o analista deverá pesquisar os sinais de vitalidade do fluxo, tanto quanto os sinalizadores de sua fragilidade. A análise de coeficiente poderá ser muito útil para determinar esses sinais, a saber:

  • Saldos de caixa que têm aumentado em taxas mais rápidas que o crescimento das receitas de vendas, contas a receber, estoques ou contas a pagar do último balanço patrimonial corrente.
  • Saldos de contas a receber e estoques que não têm crescido tanto quanto as taxas de crescimento das vendas.
  • Gastos com capital em ativos permanentes e outros ativos, que estão fundeados por débitos a longo prazo ou capital próprio.
  • Pagamento de dividendos em caixa de lucros (lucros retidos) e não de empréstimos ou vendas ativas.
  • Empréstimos reduzidos a pagamentos de débitos pelo fluxo de caixa internamente gerado.

Se esses são bons sinais de que as contas operacionais estão em ordem, e as contrapartidas conseguem se manter em nível satisfatório, também temos o inverso: os alertas aos quais devemos estar atentos para uma variação possivelmente, perigosa, que são:

  • Empréstimos excessivos com linhas de crédito bancárias para financiar estoques e contas a receber com atraso.
  • Agudos decréscimos nas contas de caixa enquanto vendas estão crescendo rapidamente, e as contas a pagar continuam em tendência crescente.
  • Decréscimos líquidos no capital de giro de uma empresa, que está crescendo rapidamente, com aumentos consideráveis no investimento de ativo permanente.
  • Venda de ativos ou empréstimos para efetuar pagamentos de dividendos.
  • Usar o fluxo de caixa da economia de impostos e de depreciação para financiar dividendos mais que a reposição de equipamento de capital.
  • Refinanciamento contínuo de débitos de longo prazo durante períodos de perda.

IX. Análise de origem e aplicação de recursos

Com as mudanças do Capital de Giro analisadas, torna-se necessário verificar o saldo das contas patrimoniais da empresa e a estrutura permanente, que consiste em seus ativos permanentes e suas obrigações a longo prazo, sem esquecer as contas de capitais dos sócios.

A análise do fluxo de caixa pode ser feita por meio das técnicas de origens e aplicações de recursos para medir as mudanças em cada ativo da estrutura permanente. Este tipo de análise identifica o movimento de fonte, pelo balanço patrimonial. Essa ferramenta financeira põe à tona o fluxo de caixa das contas acrescidas de depreciação. Ele mostra como é feito o financiamento de ativo permanente ou empréstimo a longo prazo.

O analista financeiro pode determinar se os pagamentos de dividendos são custeados pelos lucros. Também identificará se a empresa está aumentando seu capital de giro disponível pelas mudanças de recursos obtidos da porção permanente de seu balanço patrimonial. Altos níveis nesse caso, melhoram os fundos operacionais, mas aumentam a intensidade com que o capital de giro é alcançado pela redução dos recursos de longo prazo.

Fluxo de caixa suficiente não é somente para as necessidades de contas a receber ou a pagar, mas também para serviços de dívidas a longo prazo. O fluxo de caixa é para aquisição de equipamentos ou para modernização de instalações obsoletas, que precisam ser financiadas, enquanto marcas e patentes ou pesquisas devem ser pagas pelo fluxo de caixa da própria empresa.

A análise das fontes e uso identifica os montantes e as direções das mudanças e tipos dos recursos que, anteriormente, foram citados em um balanço patrimonial em sua parte permanente. Ao preparar a demonstração de fontes e usos, devemos dar respostas aos seguintes indicadores de fluxo de caixa na condição financeira a longo prazo da empresa.

Os profissionais de Ciências Contábeis, no intuito de melhorar a definição e mensuração do fluxo de caixa, que é a própria demonstração, estão utilizando as formas mais claras e objetivas para evidenciar quanto o caixa aumentou ou diminuiu do período reportado para o outro.

  • A empresa está gerando caixa basicamente das atividades operacionais?
  • A empresa tem fluxo de caixa operacional negativo e está resolvendo a situação com fluxos de caixa de financiamento (empréstimos, etc)?
  • O fluxo de caixa mostra a atividade de investimento financiada por fluxo de caixa operacional, ou são atividades de financiamento, ou são usadas para fundear os investimentos?
  • Que tipos de fontes são utilizados para pagar dividendos? Lucros operacionais? Depreciação? Empréstimos? Vendas de ativos? Mudanças do fluxo de caixa devem ser demonstradas como fontes e usos em três áreas:
  • atividades operacionais;
  • atividades de investimentos;
  • atividades de financiamentos.

Apresentaremos, a seguir, as definições do Iasc, traduzidas pelo Ibracon pelo NIC – 7 (Normas Internacionais de Contabilidade n. 7), dessas atividades.

1. Atividades operacionais

O montante dos fluxos de caixa decorrente das atividades operacionais é o indicador-chave da extensão em que as operações da empresa têm gerado suficientes fluxos de caixa para amortizar empréstimos, manter a capacidade operacional da empresa, pagar dividendos e fazer novos investimentos sem recorrer a fontes externas de financiamento. As informações sobre os componentes específicos dos fluxos de caixa operacionais históricos são úteis, com outras informações, na projeção de futuros fluxos de caixa operacionais.

Os fluxos de caixa decorrentes das atividades operacionais são basicamente derivados das principais atividades geradoras de receita da empresa. Portanto, eles podem resultar das transações e outros eventos que entram na apuração do lucro líquido ou prejuízo. Exemplos de fluxos de caixa que decorrem das atividades operacionais:

  1. recebimentos em dinheiro pela venda de mercadorias e a prestação de serviços;
  2. recebimentos em dinheiro decorrentes de royalties, honorários, comissões e outras receitas;
  3. pagamentos em dinheiro a fornecedores por mercadorias e serviços;
  4. pagamentos em dinheiro a empregados ou por conta de empregados;
  5. recebimentos e pagamentos em dinheiro de uma seguradora por prêmios e sinistros, anuidades e outros benefícios da apólice;
  6. pagamentos em dinheiro ou restituição de impostos a menos que possam ser especificamente identificados com as atividades financeiras ou de investimento;
  7. recebimentos e pagamentos em dinheiro com referência a contratos de intermediação (dealing) ou para transações próprias de venda (trading).

Algumas transações, como a venda de um ativo da fábrica, podem resultar em lucro ou prejuízo, que é incluído na determinação do lucro líquido ou prejuízo. Entretanto, os fluxos de caixa relativos a tais transações são fluxos de caixa provenientes de atividades de investimento.

Uma empresa pode ter títulos de renda e empréstimos para fins de intermediação ou negociação própria, em cujo caso eles são semelhantes a estoques adquiridos especificamente para revenda. Portanto, os fluxos de caixa decorrentes da compra e venda de valores como intermediação ou transação própria são classificados como atividades operacionais. Da mesma forma, os adiantamentos de caixa e empréstimos feitos por instituições financeiras são usualmente classificados como atividades operacionais, uma vez que se referem à principal atividade geradora de receita daquela empresa.

2. Atividades de investimentos

A divulgação em separado dos fluxos de caixa decorrentes das atividades de investimento é importante, porque tais fluxos de caixa representam a extensão em que dispêndios foram feitos com recursos destinados a gerar futura receita e fluxos de caixa. Exemplos de fluxos de caixa decorrentes de atividades de investimento:

  1. desembolsos para aquisição de ativo imobilizado, intangíveis e outros ativos a longo prazo. Esses desembolsos incluem os referentes a custos de desenvolvimento capitalizados e ativos imobilizados de construção própria;
  2. recebimentos resultantes da venda de ativo imobilizado, intangíveis e outros ativos a longo prazo;
  3. desembolsos para aquisição de ações ou instrumentos de dívida de outras empresas e interesses em joint ventures (exceto desembolsos referentes a títulos considerados como equivalentes à caixa ou mantidos para intermediação ou transação própria);
  4. recebimentos provenientes da venda de ações ou instrumentos de dívida de outras empresas e interesses em joint ventures (exceto recebimentos referentes a títulos considerados como equivalentes à caixa e os mantidos para intermediação ou transação própria);
  5. adiantamentos de caixa e empréstimos feitos a terceiros (exceto adiantamentos e empréstimos feitos por uma instituição financeira);
  6. recebimentos por liquidação de adiantamentos ou amortização de empréstimos feitos a terceiros (exceto adiantamentos e empréstimos de uma instituição financeira);
  7. desembolsos por contratos de futuros, contratos a termo, contratos de opção e swaps, exceto quando os contratos destinam-se à intermediação, ou transação própria, ou os pagamentos são classificados como atividades financeiras;
  8. recebimentos por contratos de futuros, contratos a termo, contratos de opção e swaps, exceto quando os contratos são mantidos para intermediação ou transação própria, ou os recebimentos são classificados como atividades financeiras.

Quando um contrato é contabilizado como proteção (hedge) de uma posição identificável, os fluxos de caixa do contrato são classificados do mesmo modo como os fluxos de caixa da posição que é protegida.

3. Atividades financeiras

A divulgação separada dos fluxos de caixa decorrentes das atividades financeiras é importante, porque é útil para predizer as exigências impostas a futuros fluxos de caixa pelos fornecedores de capital à empresa.

Exemplos de fluxos de caixa derivados de atividades financeiras:

  1. numerário recebido proveniente da emissão de ações ou outros instrumentos de capital:
  2. pagamentos a investidores para adquirir ou resgatar ações da empresa;
  3. numerário recebido proveniente da emissão de debêntures, empréstimos, títulos e valores, hipotecas e outras modalidades de captação de empréstimos a curto e longo prazo;
  4. amortização de empréstimos a pagar;
  5. pagamentos por um arrendatário (lessee) pela redução do passivo pendente relativo a um arrendamento (lease) financeiro.

Uma empresa poderá usar o formato direto e indireto via demonstração de fluxo de caixa.

O formato direto está embasado no regime de caixa, ou seja, tanto para os recebimentos quanto para os pagamentos.

No formato indireto, é realizada uma reconciliação do rendimento líquido para o caixa líquido, e as mudanças, aumento ou diminuição são medidos nas contas de capital de giro como contas a receber, estoques etc., que serão ajustados para rendimentos líquidos e mensuração de caixa.

Para que essa demonstração seja eficazmente utilizada, precisamos ter alguns cuidados no momento de sua análise. - A empresa está ganhando seu fluxo de caixa basicamente das atividades operacionais? - Ou a empresa está com o fluxo de caixa negativo e está resolvendo essa situação com fluxos de caixa de financiamento (empréstimos etc), além de se tornar um maior risco de crédito? - O fluxo de caixa mostra atividades de investimento financiadas por operações de fluxo de caixa, ou são atividades de financiamento que são utilizadas para fundear os investimentos? - Que tipos de fontes são usadas para pagar dividendos em caixa? Lucros operacionais? Depreciação? Empréstimos? Vendas de ativos?

Saber que se cumprem os seguintes objetivos:

  • As necessidades de caixa do capital de giro da empresa.
  • Ser capaz de servir, com caixa, às suas obrigações para impostos, contas a pagar, leasing, principal e juros de débitos e outras obrigações.
  • Pagar novos investimentos de capital fixo e substituição de equipamentos.
  • Cumprir suas necessidades de caixa para amortizar suas ações próprias, quando necessário pelo prazo dessas ações e condições.
  • Então gerar fundos para pagar dividendos em caixa para proprietários. Ao cumprirmos tais objetivos, teremos condições de responder às seguintes questões:
  • Que quantia de caixa foi gerada e usada pelas operações?
  • Qual foi a fonte de caixa investido em novos ativos permanentes?
  • Como foi levantado o caixa?
  • Por que, a despeito de uma entrada líquida saudável, o saldo de caixa foi menor que o do último período?
  • Como a empresa pôde pagar dividendos?

Os fluxos de caixa são provenientes de atividades operacionais do dia-a-dia, pois elas incluem atividades que não estão nas categorias de investimento e financeira.

É importante a participação da gestão financeira na questão estratégica da empresa, pois não deve apenas se limitar às situações de aplicação financeira, mas também deve influir na adequação de prazos e níveis de estoques, que, outrora, ficaram atrelados à gestão mercadológica.

X. Conclusão

Sabendo-se que todas as contas patrimoniais e de resultados necessariamente transitam pelo caixa, de forma direta, pelos pagamentos e recebimentos, como de forma indireta, tendo-se como exemplo a depreciação que, no transcorrer da vida útil do bem, é reconhecida no resultado, partindo-se do pressuposto que não representam desembolso. Porém, quando compramos um bem, temos um desembolso de caixa à vista ou a prazo, que reconheceremos ao longo do tempo pela depreciação.

Outro aspecto importante a ser considerado é o efeito da correção monetária do balanço, extinta desde janeiro de 1996. O fato de não reconhecermos os efeitos dessa inflação nas demonstrações financeiras poderá afetar o equilíbrio financeiro da empresa, uma vez que estaremos computando uma inflação como ganho real. No caso das aplicações financeiras e pagando-se impostos sobre esses “ganhos”, geraria uma visão distorcida da real rentabilidade da empresa.

Citamos dois exemplos de fatos contábeis, que, aparentemente, não havia envolvimento do caixa, mostrando que podem afetar até mesmo as decisões a serem tomadas. Porém essas decisões somente poderão acontecer se baseadas em informações e fatos indiscutíveis. O fluxo de caixa poderá proporcionar visão, porém devemos ter em mente o melhor modelo a ser utilizado, não deixando de considerar que as demais demonstrações não perdem seu valor, como propõe o anteprojeto da lei das SAs , que substitui a Doar pelo fluxo de caixa.

Como ponto final e definitivo, deve-se optar pelos dois modelos propostos, Fasb ou Iasc. Não se pretende dizer, neste trabalho, qual modelo é o melhor, ambos têm pontos fortes e fracos, porém, se a necessidade da empresa é captar no mercado americano, não há opção – o modelo a ser usado é o Fasb. Devemos, no entanto, como profissionais e estudiosos, buscar o modelo que melhor reflita a boa técnica contábil e represente com fidedignidade aquela praticada em nosso país.

Referências bibliográficas

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Amado Francisco da Silva - Docente da Faculdade de Economia e Ciências Contábeis da Universidade Metodista de São Paulo.

[1]MARION, José C. Contabilidade empresarial. 8. ed. Sao Paulo: Atlas, 1998. p. 380-404.
[2]Caderno de Estudos. São Paulo. Fipecafi, v.11, n.20, p. 9, janeiro/abril, 1999.
[3]Caderno de Estudos. São Paulo. Fipecafi, v.11, n.20, p. 9, janeiro/abril, 1999.